MUNDO - Uma mulher trans de 45 anos, conhecida como "Morena do Job", foi presa na madrugada de quarta-feira (11) após atropelar uma inspetora da Polícia de Buenos Aires durante abordagem nos Bosques de Palermo, na capital argentina. Identificada como Beatriz, a suspeita se recusou a passar pelo controle de alcoolemia, voltou ao carro de forma agressiva e arrancou em alta velocidade — atingindo a agente que estava ao lado do veículo. A fuga terminou 800 metros depois, quando ela colidiu contra a traseira de uma viatura policial.
Mulher trans atropela policial nos Bosques de Palermo após recusar controle de alcoolemia
O episódio começou quando agentes da Comissaria Vecinal 14C avistaram um veículo realizando manobras em zigue-zague na intersecção das avenidas Valentín Alsina e Ernesto Tornquist, na região dos Bosques de Palermo. Ao interceptar o carro, os policiais pediram à condutora que descesse do veículo. Beatriz estava vestida apenas com lingerie e, segundo os agentes, apresentava sinais evidentes de embriaguez.
Ela solicitou atendimento por policial feminino, mas ao ser identificada ficou agitada e voltou ao carro. Em vídeo registrado por um policial, ela diz: "Vós não te metás" — e logo em seguida questiona uma das agentes: "¿Por qué me pegás?". Depois de um gesto de despedida e um palavrão, ela acelerou com o automóvel e passou por cima da inspetora que estava posicionada ao lado do veículo, impedindo a saída.
Fuga durou 800 metros e terminou com colisão contra viatura policial
Após o atropelamento, Beatriz fugiu pela Rua Andrés Bello enquanto os demais policiais tentavam interceptá-la sem sucesso. Cerca de 800 metros depois do ponto da abordagem inicial, ela colidiu com a traseira de um patrulleiro que estava estacionado na via. A batida encerrou a fuga e permitiu que os agentes a detivessem.
Durante a detenção, a suspeita reagiu com violência e um segundo policial ficou ferido. As duas vítimas — a inspetora atropelada e o agente lesionado na prisão — receberam atendimento do SAME e foram encaminhadas ao Hospital Rivadavia com múltiplos traumas, mas sem risco de vida. O veículo envolvido foi apreendido.
Suspeita autuada por lesão corporal e resistência à autoridade
Por determinação da Unidade de Flagrância Norte, chefiada pela promotora Tamara Cristini, Beatriz foi presa em flagrante e autuada por:
- Lesão corporal — por atropelar a inspetora e ferir o segundo agente
- Resistência à autoridade — pela fuga e comportamento agressivo durante a detenção
- Manuseio irregular do veículo — por dirigir em estado de embriaguez
O veículo envolvido no atropelamento foi sequestrado como prova. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens da câmera de um policial presentes no momento da abordagem, que mostram a sequência do atropelamento.
Perguntas frequentes sobre o caso da Morena do Job em Buenos Aires
O que aconteceu nos Bosques de Palermo com a mulher trans presa em Buenos Aires?
Uma mulher trans de 45 anos, identificada como Beatriz, foi abordada nos Bosques de Palermo por dirigir em zigue-zague e apresentar sinais de embriaguez. Ela se recusou ao controle, atropelou uma inspetora policial ao fugir e colidiu contra um patrulleiro 800 metros depois. Foi presa e autuada por lesão corporal e resistência à autoridade.
As policiais feridas no atropelamento de Palermo correm risco de vida?
Não. As duas agentes lesionadas — a inspetora atropelada e o policial ferido durante a prisão da suspeita — foram encaminhadas ao Hospital Rivadavia com politraumatismos. Segundo informações da Polícia de Buenos Aires, nenhuma delas corre risco de vida.
Quais são as penas na Argentina por atropelar um policial e resistir à autoridade?
No Código Penal argentino, lesão corporal dolosa pode resultar em pena de 1 a 6 anos. Quando a vítima é agente de segurança em exercício de função, a pena pode ser agravada. A resistência à autoridade (art. 239 do CP) prevê prisão de 15 dias a 1 ano. As penas podem ser aplicadas em conjunto.
O que é a Unidade de Flagrância Norte (UFLA) que atuou no caso?
A Unidade de Flagrância Norte é o órgão do Ministério Público de Buenos Aires responsável por processar crimes flagrantes ocorridos durante a madrugada e a noite. Atua de forma ágil, formalizando prisões e autuações sem aguardar o horário comercial, garantindo continuidade do processo penal imediatamente após os fatos.