SÃO PAULO - Uma mulher baleada por PM em São Paulo morreu após esperar mais de 30 minutos por resgate na madrugada de 3 de abril, na Cidade Tiradentes, Zona Leste. O disparo ocorreu durante uma abordagem policial, e o atendimento ultrapassou o tempo recomendado pelas autoridades.
Mulher baleada por PM em São Paulo aguardou socorro por mais de 30 minutos
O caso ocorreu por volta das 2h59, na Rua Edimundo Audran, durante uma abordagem policial. A vítima, Thawanna Salmázio, de 31 anos, foi atingida após uma discussão com policiais militares.
Segundo imagens de câmera corporal, o pedido de resgate foi feito cerca de 40 segundos após o disparo. No entanto, a ambulância do Corpo de Bombeiros chegou apenas às 3h29, ultrapassando em mais de 10 minutos o limite de 20 minutos previsto como meta de atendimento.
Apesar da proximidade de bases — a mais próxima a cerca de 6 minutos —, o socorro demorou mais de meia hora para chegar ao local.
Dinâmica da abordagem foi registrada por câmera corporal
As imagens mostram que a ocorrência começou após o retrovisor de uma viatura atingir o companheiro da vítima. A partir daí, houve uma discussão entre os envolvidos.
Durante o confronto verbal, a policial que efetuou o disparo alegou ter sido agredida. “Ela deu um tapa na minha cara”, afirmou após o tiro.
O policial que acompanhava a ação questionou: “Você atirou nela?”. A gravação também revela tentativas de primeiros socorros enquanto o resgate não chegava.
Tempo de resposta levanta questionamentos
Dados da própria Polícia Militar indicam que o tempo ideal para atendimentos emergenciais é de até 20 minutos. No entanto, registros anteriores mostram que essa meta nem sempre é cumprida.
Em 2019, por exemplo:
- Apenas 58% das ocorrências foram atendidas dentro do prazo
- A meta estipulada era de 60%
No caso de Thawanna, o tempo ultrapassou esse limite, levantando questionamentos sobre eficiência no atendimento emergencial.
Investigação está em andamento
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e também por meio de Inquérito Policial Militar.
Em nota, a pasta declarou:
“Todas as circunstâncias são investigadas com prioridade [...] incluindo imagens, laudos e depoimentos”.
Os dois policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais, e o Corpo de Bombeiros também apura o tempo de resposta no atendimento.
FAQ (PERGUNTAS FREQUENTES)
Quem era a mulher baleada em São Paulo?
Thawanna Salmázio, de 31 anos, foi atingida durante uma abordagem policial na Zona Leste da capital.
Quanto tempo demorou o resgate?
A vítima aguardou mais de 30 minutos por atendimento, acima do limite de 20 minutos recomendado.
Onde aconteceu o caso?
A ocorrência foi registrada na Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo.
O que aconteceu com os policiais envolvidos?
Eles foram afastados das atividades operacionais enquanto o caso é investigado.