AMAZONAS - Parintins se prepara para dar o pontapé inicial da sua maior celebração cultural. No dia 20 de março de 2026, o Bumbódromo receberá o lançamento oficial do 59º Festival Folclórico de Parintins, com shows das cantoras Simone Mendes e Klessinha como atrações nacionais confirmadas. O evento marcará o início da contagem regressiva para o festival, previsto para os dias 26, 27 e 28 de junho.
O lançamento ocorrerá em dois momentos distintos: primeiro em Manaus, no dia 13 de março, com cerimônia no Teatro Amazonas, e depois em Parintins, no dia 20, diretamente no Bumbódromo, palco eterno da rivalidade entre os bois Garantido e Caprichoso. Além das atrações nacionais, a programação contará com apresentações regionais, presença de autoridades, representantes culturais e a torcida apaixonada dos dois bois-bumbás.
Uma tradição que se renova
O secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Caio André, confirmou pessoalmente a estrutura do evento após visita técnica à Ilha Tupinambarana:
"Tivemos uma visita técnica em Parintins para o lançamento do nosso Festival Folclórico de 2026. Sentamos com os bois Garantido e Caprichoso para alinharmos como será essa apresentação. Devemos ter shows de magnitude nacional nesse dia 20 na cidade de Parintins, bem como o lançamento na cidade de Manaus no dia 13 de março."
A realização do lançamento no próprio Bumbódromo é uma conquista relativamente recente para Parintins. A prática foi consolidada durante a gestão do governador Wilson Lima, quando o município passou a sediar o evento — antes realizado exclusivamente em Manaus, com a população parintinense acompanhando a abertura apenas à distância.
O maior espetáculo da Amazônia
Criado em 1965 e com 59 edições em 2026, o Festival de Parintins é reconhecido como uma das maiores manifestações culturais do Brasil. O Bumbódromo, com capacidade para 35 mil espectadores, se transforma por três noites em um palco vivo de alegorias, toadas, danças, lendas amazônicas e na disputa épica entre o vermelho do Garantido e o azul do Caprichoso. O evento também movimenta fortemente a economia regional, gerando emprego, renda e visibilidade internacional para a cultura indígena e ribeirinha da Amazônia.