MANAUS - A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), vai detalhar nesta quinta-feira (5) a Operação Universitates, deflagrada para prender os suspeitos de envolvimento na morte do professor universitário Davi Said Aidar, de 62 anos, em Manaus. O docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi executado em fevereiro, dentro do bar que mantinha no ramal Águas Brancas, na rodovia AM‑010.
Quatro homens foram presos: Antonio Carlos Pinheiro Meireles, o “TK”; Emerson Sevalho de Souza; Lucas Santos de Freitas, conhecido como “Lucão” ou “Magrão”, apontado como mentor intelectual do crime; e Rafael Fernando de Paula Bahia. Segundo a investigação, Lucas teria organizado o grupo, recrutado os executores e definido as funções de cada um na emboscada contra o professor.
A polícia apontou como mandante do homicídio a vizinha da vítima, Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos, que está foragida. Informações preliminares indicam que o crime foi motivado por desentendimentos entre Juliana e o professor ligados a uma disputa entre bares na região onde ambos atuavam.
De acordo com o delegado Adanor Porto, a estrutura do crime foi montada em camadas:
“Nós temos uma mandante deste crime, que é a sua própria vizinha, a Juliana. Temos um organizador, que é o seu sobrinho, o Lucas, que foi a pessoa responsável por cooptar os executores desse delito. Temos a pessoa que assassinou o Davi, que é o Antônio Carlos. Temos o motociclista envolvido nessa ação criminosa, que deu fuga para esse grupo criminoso, que é o Rafael”.
(Foto: Divulgação)
Os detalhes da investigação, inclusive imagens e novas informações sobre a busca pela mandante, serão apresentados em coletiva de imprensa na Delegacia Geral, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro‑oeste de Manaus.