MUNDO - Os Estados Unidos anunciaram que estão entrando em uma nova etapa da guerra contra o Irã, marcada por um “aumento drástico” do poder de fogo, pela ampliação dos bombardeios e por ataques direcionados à estrutura do regime iraniano. A sinalização foi feita por autoridades militares e políticas de Washington ao detalharem que a ofensiva passará a mirar não apenas alvos operacionais, mas também a capacidade futura de produção militar de Teerã.
O chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), almirante Brad Cooper, afirmou que a próxima fase já está em curso e terá como foco desmontar a engrenagem de fabricação de mísseis balísticos do país. “À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, declarou Cooper.
Escalada prometida
Ao lado de Cooper, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os próximos ataques serão ainda mais duros e terão como alvo a “infraestrutura do regime” em Teerã. Em uma das falas mais contundentes da coletiva, ele disse: “O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (...) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem”.
Segundo as autoridades americanas, a nova fase também deve incluir o uso de bombas gravitacionais de alta precisão, com ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg, numa mudança de estratégia que troca grandes ondas de bombardeio por ataques mais cirúrgicos. Washington também sustenta ter alcançado, em conjunto com Israel, superioridade “total” no espaço aéreo iraniano, o que abre caminho para operações mais profundas e frequentes.
Recado a Teerã
Hegseth ainda afirmou que o Irã comete um erro ao acreditar que os Estados Unidos não têm capacidade para sustentar o conflito por tempo prolongado. “Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma”, disse o secretário.
O anúncio reforça a mensagem de que Washington pretende ampliar a pressão militar sobre o território iraniano nos próximos dias, em coordenação com Israel, e sugere uma fase de guerra menos simbólica e mais voltada à destruição de capacidades estratégicas do regime.