MANAUS - Luciano Vieira Gonçalves, de 33 anos, suspeito de atropelar, arrastar e chutar a jovem Cibele Felix de Lima, de 20 anos, até a morte em Manaus, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (12). Ele se entregou à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na manhã de quarta (11), acompanhado de advogado, após quase um mês foragido.
Suspeito se entrega após 25 dias foragido no caso Cibele
Segundo a Polícia Civil do Amazonas, a defesa de Luciano havia comunicado previamente às autoridades que ele se apresentaria. Ao chegar à sede da DEHS, o suspeito tentou evitar o contato com a imprensa, mas foi filmado por equipes de reportagem ao ser conduzido à carceragem, onde aguardou a decisão da Justiça.
Com a prisão efetivada, Luciano deverá responder criminalmente por homicídio qualificado. O caso é conduzido pelo delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, que desde o dia 14 de fevereiro — data do crime — coordenava as diligências para localizar o suspeito.
O crime que chocou Manaus: atropelamento, arrastão e chutes
O assassinato ocorreu na madrugada do dia 14 de fevereiro, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, após uma discussão em uma festa. Luciano, padrasto da namorada de Cibele, agrediu uma mulher durante a confusão. A jovem tentou intervir para defendê-la e acabou levando socos do agressor.
Ao tentar fugir de carro, Luciano se deparou com Cibele posicionada à frente do veículo para impedi-lo de sair. Ele acelerou intencionalmente, atropelou a jovem e a arrastou por metros. O que veio depois estarreceu os investigadores e o país: o vídeo das câmeras de segurança flagrou o momento em que ele desce do carro, caminha até Cibele — já caída e desacordada — e desfere dois chutes fortes na cabeça dela antes de fugir.
A jovem foi socorrida com vida e encaminhada a uma unidade hospitalar na zona Leste de Manaus, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
"Ele vinha com muita raiva, muito ódio", diz mãe de Cibele
A mãe de Cibele, Aldalice de Lima Félix, descreveu a filha como
"uma pessoa incrível e sem maldade no coração". Em depoimento à imprensa, ela não conteve a dor ao falar sobre as imagens do crime: "Quando ele chuta a minha filha, ele vem com muita raiva, muito ódio. Parece que ele queria matar ela mesmo. Só quem sabe a dor de perder um filho é uma mãe."
Com a prisão do suspeito, a família aguarda agora a decisão da Justiça após a audiência de custódia desta quinta-feira, clamando por responsabilização criminal pelo crime que tirou a vida de Cibele aos 20 anos.
Perguntas frequentes sobre o caso Cibele em Manaus
O que aconteceu com Cibele Felix de Lima em Manaus?
Cibele Felix de Lima, de 20 anos, foi atropelada intencionalmente e chutada na cabeça por Luciano Vieira Gonçalves na madrugada de 14 de fevereiro de 2026, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu.
Luciano Vieira Gonçalves foi preso pelo caso Cibele?
Sim. Após quase um mês foragido, Luciano se entregou à DEHS na manhã de quarta-feira (11) acompanhado de um advogado. Ele passou por audiência de custódia na quinta-feira (12) e deverá responder por homicídio qualificado.
Por que o crime contra Cibele é considerado homicídio qualificado?
O atropelamento foi classificado como intencional pelas investigações. Além disso, o suspeito desceu do carro e desferiu chutes na cabeça da vítima já caída e desacordada — o que caracteriza motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, elementos que qualificam o homicídio.
Qual é a pena para homicídio qualificado no Brasil?
O homicídio qualificado, previsto no artigo 121 § 2º do Código Penal, tem pena de 12 a 30 anos de reclusão. Trata-se de crime hediondo, o que impede progressão de regime em condições normais e exige cumprimento de maior fração da pena para benefícios.